quarta-feira, 28 de setembro de 2011

1.

Hey you. Acontecimentos e aprendizados não estavam mais cabendo dentro de mim, por isso, a criação de um lugar para aliviar a pressão interna foi necessário (o que é razoável, quando em muitos casos um blog vem primeiro do que o que se tem a dizer). Conforme o tempo passa, algumas coisas vão se encaixando, outras saindo do lugar, sua visão começa a embaçar pro que era claro antes, e focar no que você sempre temeu. É difícil encarar, admitir, e conviver com as imperfeições impostas pela vida, injustiças, medos se tornando reais, sonhos que gritam pra você que jamais se realizarão. Muita coisa fica pelo caminho, que deixa de ser o caminho, fazendo com que você se perca a cada passo dado.

“Hey you, would you help me to carry the stone?”

E quando a única pessoa que pode te ajudar foi quem jogou a pedra sobre você? E isso se faz motivo pra que a tal pessoa não tenha força para carregá-la, e você, ta machucado, pela queda da pedra sobre si. Complicado, complicado. Encarando tudo isso qual a saída? Ainda não consegui encontrar, pareço estar perto. Anestesiar? Não. Apenas adia a solução do problema, você não sente, mas sabe que está ali. Não consegue respirar fundo, e sentir alívio. Encarar é o jeito. O problema é como. Esse não é um post de soluções, e sim de um estado problemático, que leva as pessoas a enxergarem esse outro lado da vida. A sombra mostra o que a luz costuma esconder. Tudo fica claro, felicidade vira sinônimo de ilusão, quando o padrão é lamentar a vida. Não só a sua, mas tudo que acontece a seu redor. Lamentável, pessoas afirmando que são felizes, porque há outras em situações bem piores. “Sou feliz, sou saudável, não tenho câncer, não moro na rua, tenho o que comer.” OK. To muito feliz, porque o mundo ta rodeado de desgraça.
Somos quem podemos ser, somos o que a vida nos molda, o que nossos problemas nos permitem.

The child is grown, the dream is gone.